segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O Aeroporto

Origem: Aeroporto Internacional Governador André Franco Montoro/Guarulhos – São Paulo
Destino: Aeroporto Internacional Charles de Gaulle/Paris - França

   Nunca tentei expressar o que senti no dia em que deixei o País para buscar a felicidade em outro lugar. Um único momento em minha vida onde senti dor e a alegria ao mesmo tempo.
   Na manhã de meu vôo a euforia tomava conta de meu corpo e a angústia se formava como uma nuvem negra em minha cabeça. Partimos em direção ao aeroporto, meu coração era incapaz de se auto-controlar e as lagrimas de tristeza caiam em meu rosto.
   No aeroporto, ao meu redor estavam os meus maiores tesouros, meus pais, meus irmãos, minhas avós, meus tios e minha amiga Thamy. Naquele momento percebi o quão minha vida não tinha valor sem esses pequenos detalhes. Mais difícil que ver todos, era imaginar que o cordão umbilical seria cortado no momento em que aquele avião decolasse.
  15h30min afirmava no grande relógio do aeroporto, hora que um choro soluçante transpassava a minha zona de conforto, eu sabia que aquele era o momento da tão cruel despedida. Era o momento para os Abraços fortes, lagrimas derramadas, votos de desculpas e de “Eu Te Amo”.
   Com o rosto vermelho e inchado me direcionei ao guichê da policia federal onde me lembro de ter visto pela ultima vez os olhos vermelhos e a tristeza de minha mãe.
   Assim que entrei no avião refleti sobre as duas sensações completamente diferentes que sentia, uma era ótima estava saindo do país, iria conhecer novas pessoas, novas culturas. A outra não era tão boa, já não queria mais ir, estava largando a minha família, coisa que eu nunca me imaginei sem, eu só conseguia pensar no como conseguiria viver longe deles. Eis que percebo que essa era a hora de usar tudo que aprendi com eles, as coisas boas e certas.
   Hoje, posso aprender milhões de coisas novas, mas nunca, por mais que eu queira, conseguirei esquecer as primeiras lições e pancadas que tomei no começo, mas que graças à presença de minha família, sei quem e o que sou hoje.

Amo incondicionalmente minha família!
E é a eles que dedico este meu pequeno desabafo.


Um Beijo do Sapo Viajante.
Até o próximo post.

















domingo, 29 de agosto de 2010

Primeiro Post, Primeira Cidade

Bom já que é meu primeiro post no blog, pensei comigo mesmo:
- Porque não falar da Primeira Cidade?
Minha Terra Natal, Minha Paixão, Meu Cenário...
Célula Mater Nacional...

   Minha história com São Vicente acredito que vem de vidas passadas,
   Como pode alguém admirar tanto um lugar?
   Como pode uma pessoa defender tanto uma cidade?
   São Vicente me atrai de tantos modos,
   São Vicente me arranca suspiros.
   Ao passear pela orla da Baía de São Vicente (Gonzaguinha) meu coração bate mais forte, meus olhos se fixam na linda paisagem que parece ter sido criada por mãos de anjos. Quando o mar parece estar "nervoso", as ondas batem no calçadão formando cortinas de espuma, que se abrem para a beleza do paraíso, a Ponte Pênsil ao fundo de alguns morros e de alguns prédios,parece ter brotado da própria terra.
   O Por do sol na Baía de São Vicente é tão encantador quanto ver uma pintura fresca, no verão o céu incorpora cores claras, o rosa se mistura com o azul, fazendo do mar um espelho d'agua refletindo o lilás.
   O Marco Padrão em meio as pedras impõe o titulo de Célula Mater, mostra de onde o Brasil desabrochou-se.
   E por que não terminar um dia se deliciando com os doces da Biquinha de Anchieta?
   O Morango me faz lembrar de São Vicente.

   E é assim que termino de escrever esse pequeno texto de amor a minha cidade, com um sorriso no rosto ao me lembrar de um final de tarde quente, em meio aos turistas, onde comia uma pequena torta de morango sentado em um dos bancos na Praça Tom Jobim assistindo aquele espetáculo natural do Por Do Sol mais emocionante de toda a minha vida!



Um Beijo do Sapo Viajante.
Até o próximo post.